Sábado, 27 de Junho de 2009

Vida breve

Em breve chegará ao seu termo a horripilante sucessão de eventos a que chamei a minha vida nestes últimos cinco meses. Tudo indica que estes próximos, possivelmente trágicos para o mundo, venham a ser de reconforto e prosperidade para mim.

Não vou narrar a história destes tempos sombrios, porque o esforço me obrigaria a remexer na memória dos que ficaram pelo caminho e a dilacerar a intimidade de quem lhes sobreviveu em condições bem mais frágeis do que podem imaginar.

Será um tempo de alívio, mas não de felicidade, pois transporto ainda a mágoa e o estertor de uma ilusão que alimentei. Podemos ser prósperos em agonia? Podemos. Baixamos a cabeça e seguimos em frente — muito tristes, nem sempre muito sábios.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Cansei de esperar por alguém cuja ausência me faz companhia

Tem feito menos sentido as horas, enquanto eu reviro na cama de um lado para o outro, lembrando dos fracassos, rejeições, e de tudo aquilo que você não contaria orgulhoso numa roda de amigos.
Quando não mais espero por alguém nessa cama, eu até já sei que não vai chegar, mas isso não significa que eu não considere a possibilidade de uma visita inesperada. Todo este tempo eu só queria ser surpreendida.
É estranho quando a gente escuta que alguém não dormiu a noite inteira, é cansativo quando ninguém escuta que você não dormiu a noite inteira. A noite não foi feita para dormir? Eu não fui feita para descansar por algumas horas? Acho que a cama da gente protesta, quando quem queríamos que estivesse nela conosco não se manifesta.
A insônia talvez seja uma voz que tenta fazer você acordar, mesmo que sua alma precise de descanso. Passei a noite em claro, pensando se eu fiz a coisa certa, se eu agi da melhor maneira e não consegui concluir nada. Mas foi bom saber que eu ainda tenho dúvidas, que não me sinto absoluta e precisa, que me devolveu o direito ao sono: ainda tenho o que aprender, ainda preciso evoluir. Como seria mais justo se quando tivesse sono eu dormisse, se quando sonhasse eu realizasse, se quando amasse eu fosse amado. Mas se eu não dormi a noite inteira, não vai ser agora que vou voltar a sonhar acordada.
A vida não é como se sonha. Nem toda noite tem sono, nem todo sono tem sonho, nem todo sonho vem com o sono, nem toda escolha é fácil. E eu já sabia que seria assim quando escolhi tentar ser um pouco mais feliz. O nome é felicidade, não facilidade.
Hoje, eu não dormi, mas o mundo trouxe um novo dia. A vida continua sem mim, ela não me espera dormir. Pensando bem, sempre há uma nova chance. E ainda bem que é assim (e sempre será). E enquanto eu não dormia eu abri a janela e olhei para aquelas estrelas, que eu sempre sonhei olhar com você, e fiz delas meu exemplo. As estrelas um dia morrem, no entanto, a luz delas continua sendo vista, viajando e levando luz pelas galáxias do universo. Concluí que elas são como o amor. O Amor, sim, o Amor em maiúscula, é como as estrelas, se for verdadeiro, não importa a distância, não importa o tempo, mesmo após o fim ainda brilha e ilumina, ainda viaja pelo mundo levando novos sonhos a corações apaixonados, a corações desesperançosos, a corações que brilham, mesmo quando não batem mais por um certo alguém.

Sábado, 16 de Maio de 2009

Changes

Mudanças. Às vezes se aproximam discretamente. Às vezes te acertam sobre a cabeça. E às vezes você vira na curva, apenas para descobrir que você está de algum modo diferente e que o mundo não parece mais como costumava ser. Então para onde vou daqui pra frente? Não faço idéia. E pela primeira vez, eu sinto que isso é algo bom.

Domingo, 30 de Novembro de 2008

Quando um é bom e dois é demais

O problema não é o relacionamento entre homens e mulheres. O problema é o relacionamento entre seres humanos. É o parecer.

Talvez a solução seja nascermos assexuados, ou então casarmos com Jesus.

Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Imbróglio a céu aberto (Parte I)

Existe uma delgada linha entre o que sou e o que desejo ser. Dificilmente consigo perceber essa linha, e dificilmente sei em que lugar me encontro. Se de um lado ou de outro. Vez ou outra, esses dois distintos mundos confundem-se e entram em conflito. Sinto uma prazerosa sensação, que chega acompanhada de alguns momentos de clareza em relação ao meu próprio caos.

Preocupo-me em deixar transparecer essa minha particular mixórdia que se prolifera ao mesmo tempo em que descubro cada vez mais coisas sobre mim mesma, minha personalidade, meus limites, meus defeitos.

Sinto como se existisse uma linha imaginária a separar-me do restante do mundo, um sentimento de não pertencer à lugar algum, uma angústia, uma sensação de estar à parte, que trás sempre de carona um desalento que parece muito peso para uma só pessoa carregar. Uma sensação de ser sempre ímpar, sem par.

Temo que a máscara com a qual me vesti na tentativa de camuflar-me em meio à multidão, caia, e temo não conseguir mais esconder dos demais essa interna confusão que me frustra tanto.

A convivência torna-me apta a ponderar o comportamento dos que me cercam. Um inoportuno esbanjamento de disfarçadas valentias, falsos encômios e infundados sorrisos para que se conserve o equilíbrio de um ambiente satisfatório, a devorar a autenticidade. Forja-se a natureza íntima das coisas, aquilo que faz com que uma coisa seja o que é, apenas para conservar um equilíbrio e uma auto-aceitação. Tudo se mantém impassível, ao mesmo tempo em que vai se perdendo a cor, tornando-se cinza.

Sinto que rejeito muitos, até mesmo inconscientemente. E sem aceitar-me e sem sentir-me bem, desprezo todos que à mim vêm marchando nesse compasso. Lanço mão até mesmo de olhos selados, apenas ao constatar aquele superficialismo no agir. Vomito-os, deixo-os de lado, procuro os ver como algo que não me atrai, que não me proveitoso é. E me aflige o quão solitária venho me tornando com esse modo incônscio de agir.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

E por falar em sorrisos...

Antes de sair de casa, toda vez, faço um cálculo geral dos inúmeros sorrisos que sempre deixo espalhados pelo meu quarto. Porém, num desses dias de muita pressa, não me dei conta e esqueci seis sorrisos jogados pela minha cama. Eram os únicos de que eu dispunha naquela data. O que poderia fazer eu então quando no final daquela tarde encontrei uma antiga amiga e nela um rosto tomado pela tristeza?

Procurei os sorrisos rapidamente por todos os bolsos da minha roupa, em vão. Foi quando a olhei nos olhos como qualquer outra pessoa preocupada com a situação faria.

Até hoje não consigo descobrir ao certo o que ocorreu naquele pôr do sol, pois já em casa, quando abri a porta do meu quarto, vi apenas cinco sorrisos em cima da minha cama e juntamente com eles um bilhete que dizia obrigada e dois corações.

Domingo, 13 de Abril de 2008

A Lebre e a Tartaruga

Disse-me alguém, dessas que sempre têm tanto a ensinar, dessas que realmente valem à pena ouvir, que podemos encaixar as pessoas em dois tipos, basicamente: as que escutam por aí de como as pessoas são e as que inventam como devem ser e/ou como gostariam que fosse. Ao mesmo tempo em que algumas estão sempre à procura de “novidades”, tentando achar algo para inventar comentar, outras pensam e/ou escrevem. E ficam de mau-humor?

Entretanto, estes, os que têm tanto a ensinar, os que realmente valem à pena ouvir, em geral, têm um problema: deixam-nos pensando em círculos por muitos dias. Exigem que você coloque-se em corrida com a tartaruga até que consigamos compreender que em muitas ocasiões não é preciso ultrapassar a tartaruga. Podemos, às vezes, nos dar o luxo de fazermos como a lebre, deitar e dormir.

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

E se arrependimento matasse...

Arrependimento é uma coisa engraçada. Tentamos fazer o melhor que podemos para evitá-lo. O que então nos faz imaginar: e se tivéssemos uma chance? Quantos de nós faríamos as coisas de um jeito diferente?

Para alguns o arrependimento é algo que nos ajuda a deixar nossos medos para trás e seguir rumo a um futuro. Para outros, é algo que nos permite voltar ao passado. Para mim, arrependimento pode ser a causa de um recomeço. Onde qualquer coisa, e tudo, ainda é possível.

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

about me


Tenho poucos amigos. Não gosto de muitas pessoas, não consigo e nem faço questão; as pessoas são deveras cansativas e as poucas que tenho me bastam. Tenho uma tatuagem. Tenho uma cicatriz na cabeça e várias pelo corpo. Me apaixono todos os dias, mas consigo fazer com que tudo se acabe nos respectivos. Tenho muitos medos e receios. Não durmo com meu celular do lado, porque o sono é sagrado e madrugada não é hora de ligar pra ninguém. Descobri que o mundo é muito mais do que eu pensava, e que existem pessoas e coisas maravilhosas por aí. Sou muito fechada em meus sentimentos. Já quis e quero sumir. Bebo e viro Bruna Surfistinha; pena que depois tenho amnésia, do contrário escreveria um best-seller. Sou difícil de entender. Não tocava a campainha e corria. Tenho muitos sonhos. Às vezes espero mais das pessoas e me decepciono. Sou muito desorganizada, mas odeio bagunça. Adoro música e não consigo ficar sem. Não presto e nem quero. Não confio em gente feliz demais; todo mundo que já fez algum bem nesse mundo não anda por aí todo serelepe parecendo que vive em comercial de leite em pó. Sou muito exigente para muitas coisas, e bem preguiçosa para outras. Acredito em vidas passadas. Sempre acreditei em destino e sempre soube que nada é por acaso e que existem “males quem vem para o bem”. Não sei me comportar em festas. Quero casar e ter filhos. Sou doida e minha mãe deixa. Já chorei por pessoas que hoje não sinto nada. Não sou muito carinhosa. Sou chata, vivo de mau humor e adoro implicar com as pessoas; faço isso por esporte. Poucos me conhecem de verdade. Sou sozinha, mas não pretendo continuar sendo. Tenho mais uma irmã. Tenho milhões de coisas para escrever, para falar e fazer; um dia quem sabe eu consiga.

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Alone?

Pensando sobre minha atual situação, cheguei a uma reflexão sobre o adjetivo sozinho. Obviamente, sozinho vem do só. Só é o ser avulso, ímpar, sem acompanhamento: um contexto deveras doloroso e nada interessante para qualquer coisa que respire (salvo exceções como os tigres que caçam sós, os monges e as solitárias? Estas, por motivos óbvios). De tão deprimente que é o fato de se estar só e com o intuito de eufemizar o sofrimento, alguém calçou um diminutivo no pesadelo e daí nasceu ele, o sozinho.

- Mas de onde você tirou isso?

- Pô, coitado dele? tá sofrendo tanto? Dá uma peninha?

- Só porque ele é só?

- Ui, não fala assim? Ele é... sozinho, né?

O problema de se estar sozinho, ao contrário de se estar só, é que o sozinho é choroso e vive divulgando abertamente a sua condição. O só é mais introspectivo e disfarça tão bem que todos chegam a pensar que ele não se importa em cozinhar pra uma pessoa apenas e conversar com o espelho. Claro, o só chora um pouquinho, mas quando ninguém vê, só quando está sozinho.

Pensando dessa forma, percebo que venho vivendo de só a sozinha. No começo era interessante ficar a tarde toda pensando, quantidades, cozinhar só uma pequena quantidade (ando um tanto quanto doméstica ultimamente), escolher aqueles filmes que só eu gosto sem precisar me preocupar com quem mais assistiria, andar por aí sem voltar correndo pra casa porque alguém poderia estar me esperando pra jantar e conversar sobre o dia ou discutir sobre quem deve ir para o paredão no BBB.

Conversar com meu super amigo imaginário hiper-ativo destruidor de papéis importantes (os quais eu perco sozinha) foi perdendo aquele charme que tem nos filmes.

Foi assim que percebi ter alcançado o estado de sozinha chorosa e, dando bandeira quando vou à video-locadora, soltando algo como: - Preciso de um monte de filmes para preencher meu tempo, minha vida anda uma bela merda. Pronto! Mundo, sofra por mim! Eu não tenho companhia! Ah! Que decadente.

Então acabei me dando conta de uma coisa que eu até já sabia, mas tentava ignorar: mesmo seres naturalmente avulsos como eu, precisam de outros seres? Acompanhados ou não? Ao redor. Alguém sem par em meio a outras pessoas é alguém sem par e pronto. Mas alguém sem par e isolado do restante é alguém sem nada. E o sozinho quando somado ao vazio, termina em solidão. E dói.

É sabido que eu não sou do tipo que anda por aí procurando loucamente por um par. Estou mais preocupada com trios, quartetos, grupos enormes, barulhentos e confusos. Preciso dos meus. (Falei. E nem doeu).

Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Myself

Há algum tempo prometi a mim mesma não me envolver em qualquer situação que exigisse considerável pulsação. Vacilei. Tão previsível - mesmo, talvez, nunca tendo percebido isso.

Sem dormir e sem ouvir um som seu, é como tenho matado minhas tardes cobertas de pó. Você não sabe, nem se quer imagina. Previsível também, eu sei. Mas deixe-me explicar.

Hoje em meu quarto lembrei estupidamente de você. Ou quase isso. Na verdade, para ser exata, acho que só lembrei daquela vibração de silêncio, muito forte, que sempre existiu - e ainda existe - entre nós. Aquela sincronia muda que cultivo em minha memória tão congestionada, e outras vezes, tão vazia.

Atrás de cada palavra, tento decifrar os códigos, os sentidos, uma senha qualquer que me permita a aproximação. Mas não sei por onde.

Vez ou outra me sinto tão confusa que me forço na recusa de qualquer gesto que se familiarize ao toque. Mas por estas mesmas situações, muitas vezes deliro pelos cantos da casa ansiando vontades de coisas talvez primárias, porém curiosas a mim. Essas curiosidades só descobri aos poucos, depois de tanta coisa não vivida e por tantas vezes maltratada.

Considere-me assim.

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

The darkest day

Não sei quanto a vocês, mas estou penando para encontrar meu caminho em meio à escuridão. Como vocês fazem isso? Como vêem as coisas claramente no seu dia mais escuro?

Nós todos ficamos um pouco no escuro quando se trata de sentimentos. Algumas vezes você tem de fugir disso para enxergar com clareza. E alguma vezes você precisa voltar para casa para tentar novamente.

Os otimistas sabem que há uma quantidade infinita de amor suficiente para todos. Outros de nós podem somente esperar que não sejamos os únicos deixados sem cadeira quando a música pára.

Mas, mesmo quando você consegue o que quer, na melhor das hipóteses, o amor ainda é um tiro no escuro.

BANG!!!

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Se fosse eu...

Da Série: Se fosse eu...

Alguém qualquer:

- Se eu chegasse a me interessar algum dia por você, eu meteria uma bala bem no meio da minha própria cabeça, porque antes disso, prefiro a morte!

Se fosse eu...

- Se eu chegasse a me interessar algum dia por você, eu meteria uma bala bem no meio da SUA cabeça, porque antes a sua morte do que a minha, desgraça!


Aguardem os próximos capítulos.

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Sexo Anal - Uma Novela Marrom, de Luiz Biajoni

Não se deixe levar pelo nome, meu caro pervertido. Se sua intenção é ler este post enquanto bate uma aí do outro lado, na frente do monitor, pode parar por aqui.

Luiz Biajoni escreveu um dos melhores romances que li de tempos pra cá. Tudo bem, leio muito Júlia, Sabrina e Momentos Íntimos e, francamente, todos sabemos que não se assemelham nenhum pouco com clássicos literários. E confesso, minha mãe assina pra mim. Certo, esqueçam essa parte.

Não é um livro de pura sacanagem pornô, mas sim um romance que retrata sexo e violência de uma maneira interessante, sem apelar (muito) para a baixaria.

É uma saída para aquelas que como eu, cansaram daqueles cansativos clichês: “Ela estava excitada como nunca. Mas mesmo confusa e amedrontada, ela desejava aquele homem. E foi neste momento que ele a possuiu, com força!”. Sem falar quando usam combinações como "membro rijo", "corpo másculo" e por aí vai, auahuahauahu.

A obra

Em "Sexo Anal - Uma novela marrom" uma jornalista descobre as delícias do sexo anal ao mesmo tempo em que é escalada para cobrir - junto a um jornalista policial experiente - um crime bárbaro de estupro e morte. Em paralelo, seu namoro vai mal por conta do assédio de um médico bem-sucedido. Seu namorado conhece uma garota virgem de 23 anos que sofreu um abuso sexual na pré-adolescência e se interessa por ela. Uma homossexual, amiga de faculdade da jornalista - e apaixonada por ela -, faz de tudo para afastar os dois. O livro procura aproximar do romance a idéia de "jornalismo marrom" que explora a violência e o sexo.

Edição limitada do livro aqui.
Comunidade do livro no orkut.
Fica a dica.


Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Mau Humor de Reveillon

Passei o final de ano de muito mau humor, no entanto pra uma coisa serviu, foi bom pra pensar.

O que quero dessa vida? Parece que meus anseios para o futuro sempre dependem de alguém, de terceiros. Se aquela pessoa me ligasse, se aquilo acontecesse... E sempre acabo deprimida, cada vez mais, porque venho sendo incapaz de fazer algo pra mudar, incapaz de agir, de mandar à merda o que não me faz bem, e de aproveitar (REALMENTE APROVEITAR) o que aparece de bom.

A única coisa que me vejo fazendo é lamentar. Não sei se sou inquieta demais ou mal agradecida pelo que tenho.

Parece que eu era mais alegre, mais feliz, muitas vezes até mais sarcástica. Parece que hoje me vejo com uma anti-social isolada. A não ser nos momentos em que encho a cara e bebo até o juízo.

Preciso fazer algo pra mudar tudo isso, reaver as coisas que me faziam bem, acho que já seria um bom começo.

oi, já é 2008?
Favor enfiar os fogos no cu. Grata.

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Patience

É uma coisa difícil – paciência. Mas quando uma coisa significa muito para você, quando você está esperando para recuperar seu passado ou para começar seu futuro, a paciência se torna crítica.

O que vocês acham? Pelo que vale a pena esperar em sua vida?

Dizem que paciência é uma virtude e, como a maioria das virtudes nós nunca sabemos se a possuímos até que sejamos testados.

Se tivermos sorte, teremos alguém para fazer o teste conosco. E se pudermos passar no teste, se pudermos esperar tempo suficiente, poderemos ter uma recompensa maior do que a que esperávamos.

O engraçado sobre a espera é que sempre parece que quanto mais queremos alguma coisa mais tempo teremos que esperar por ela.

Decidir esperar por um longo período não deve ser decidido levianamente. Mas é uma decisão mais fácil de se conviver que outras.

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Pausa para um bocejo

Sono, sono, muito sono. Vontade pra absolutamente nada. Os problemas se acumulam, se agravam, se amontoam, me chateiam. Coisas fogem do meu controle. Então parece que o que eu preciso é de um cafuné e um colo pra dormir gostoso... Você tem aí?


Quem não comentar morre.

Num reino muito, muito distante...

[...] “Ela sabia que havia migalhas de pão que marcavam o seu caminho, porém agora não conseguia encontrá-las”.

Às vezes, até que uma tempestade chegue as coisas não se desenterram. E temos que ver o que está enterrado. Os segredos obscuros e as verdades ocultas, que na luz do dia, mantemos escondidos.

Para alguns, a verdade fará com que se sintam mais próximos. Para outros, fará com que se sintam mais sozinhos.

A dor vai desaparecer, apesar de algumas dores ainda serem muito profundas. Mas com o tempo, enquanto nos reerguemos, ficaremos agradecidos. Porque, como as raízes de uma árvore, é o que está oculto que nos permite crescer... Juntos ou separados.

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Passado, impacto e rastros

Sabe quando se diz: “longe dos olhos perto do coração”? E se a distância fizer com que fique longe do coração?

Quanto tempo é preciso para alguém se tornar marcante na vida de outro? Um só encontro por acaso é o suficiente? Quatro meses? Uma década?

Shakespeare disse que escreveu para ser imortal. Os escritores esperam que sua palavra escrita possa ajudar a manter sua lembrança viva, mas os livros podem se perder, as palavras podem ser apagadas, as histórias mudadas. Com todas essas variáveis trabalhando contra você, como é que se pode saber se causamos algum impacto?

A vida seria tão boa se pudéssemos congelar alguns momentos no tempo. Um tempo quando estávamos felizes. Quando sabíamos que éramos amadas. Mas não podemos.

E assim, ao invés disso, nos vemos seguindo pegadas que podem ser lavadas pela chuva. Lutamos para lembrar de nossas conexões mesmo quando o tempo passa uma esponja em nosso passado.

E nos esforçamos para fazer novas conexões com a esperança de que o tempo nos favoreça.

Quando a comunicação falhar, as palavras ficam. Prova de que estivemos aqui, de que fomos importantes, de que alguém se importou conosco. No final, o passado pode ser tudo o que teremos.